sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Pesquisadora propõe mudanças na lógica perversa do Direito




Minha amiga Silvane Marchesini encontra-se em Curitiba em contato com as suas raízes brasileiras. Há dois anos vive em Strasburgo, na França. É uma guerreira como todas nós mulheres somos, e nos últimos 16 anos de sua vida tem se dedicado a uma pesquisa definida por ela "como missão. A de aproximar o Direito da Psicanálise e com isto mobilizar, provocar reflexão no meio jurídico.Isso ajudará juizes, advogados e operadores jurídicos a dar subsídios nas sentenças e nas mediações. Ela está lançando um livro no dia 17 de novembro, na Fnac de Curitiba - O Sujeito de Direito na Transferência.

Acredito no trabalho dela, por isso divulgo aqui em meu blog.O importante é começar a despertar a reflexão para provocar mudanças. Se não conseguirmos mudar totalmente ao menos que se inicie o processo de transformação para aprimorar os meios. E se fizermos parte disso melhor ainda.

Eis o material que coloquei à disposição da imprensa e desejo partilhar com vocês:

O livro “O Sujeito de Direito na Transferência”, da psicóloga e advogada, Silvane Maria Marchesini, que será lançado no dia 17 de novembro, às 20h, na Fnac de Curitiba, propõe uma mudança nos fundamentos do Direito, uma nova ética. “Atualmente o Direito considera a pessoa no nível consciente, seguindo a lógica perversa do liberalismo capitalista”, afirma. “O homem não pode ser entendido apenas pela sua evolução genotípica (determinada pelas condições genéticas), devemos começar a considerar a evolução fenotípica, determinada pelo seu genótipo e condições ambientais”.
A pesquisadora, quando defendeu sua dissertação de mestrado, em Curitiba, soube que sua pesquisa poderia não ser aprovada por um jurista da banca devido ao fato de que o estudo deveria estar embasado cientificamente, dentro dos preceitos da lógica clássica. “Isso significa que se não mostrarmos onde está o inconsciente no cérebro humano não é ciência”, contesta ela, embora tenha encontrado no sociólogo Hebert Marcuse a base para fundamentar sua pesquisa e para que ela fosse aprovada na banca.
Marcuse fez a conexão entre a Psicanálise e a ciência e introduziu a teoria freudiana na Filosofia Geral e a tese foi aprovada. Portanto, o livro é resultado de 16 de estudos voltados à aproximação da Psicanálise ao Direito e devido ao teor inédito de sua pesquisa, Marchesini foi aceita na Universidade de Strasburgo, na França, para continuar o seu desenvolvimento agora num nível de doutorado.
O tema é de vanguarda, principalmente porque parte do pressuposto de que os laudos periciais não consideram os fatores inconscientes. Isso quer dizer que num julgamento, em cujo laudo é necessário fazer uma análise psíquica mais profunda, o juiz se baseia na perícia de um psiquiatra que, por sua vez, não decodifica como a Psicanálise, as formações inconscientes do comportamento humano.
“É a proposta de uma nova ética nos fundamentos do Direito”, diz ela. “Poderá dar novos subsídios às mediações e às sentenças judiciais e aperfeiçoar o sistema de defesa sócio-penal, como por exemplo, no caso do relaxamento de sentenças e mandatos de prisões, estes conhecimentos, se considerados pela magistratura, poderão evitar os riscos de reincidência criminal”. Silvane Maria Marchesini participa como membro correspondente da Fédération Européenne de Psychanalyse et École Psychanalytique de Strasbourg - FEDEPSY, tendo sido designada nesta OING para representação junto ao Conseil de l’Europe na comissão de Direitos das Minorias.

PARA FECHAR ESTA POSTAGEM VALE O LINK AO BLOG http://marcereza.blogspot.com/, QUE APRESENTA A BELA POESIA REVOLUCIONÁRIA, DO POETA FRANCISCO MIGUEL DUARTE.

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