terça-feira, 7 de setembro de 2010

E por falar em Pinheiro do Paraná....


Eccolo.Eis um exemplar do nosso pinheiro que aprecio todos os dias da janela do meu apartamento. Está um pouco raquítico, coitadinho, sufocado pela poluição da cidade. Esta árvore, com certeza deve ter sido uma muda distribuída em algum "dia da árvore" de antigamente, cujos critérios que hoje envolvem espécie apropriadas para zonas urbanas não eram considerados. Apenas distribuiam mudas disponíveis aleatoriamente.

A Araucária angustifolia, o nome científico desta conífera que se encontra mais na América do Sul, em especial no Sul do Brasil, é árvore de grande porte e chega a ter dimensões gigantescas em tronco e altura quando é centenária. Belissima!

O Paraná no início da colonização tinha quase todo o território coberto pelas famosas matas-pretas. Por que o nome? Devido o verde do pinheiro ser mais escuro, tonalidade que se contrasta avistada de longe.

Na região sudoeste do Paraná - Guarapuava, União da Vitória - ainda podemos apreciar alguns remanescentes destas matas.

O nosso pinheiro já foi cantando em prosa e verso pelos poetas e tema de muitas telas de artistas plásticos, pela forma elegante de seu tronco magestoso e de uma copa que se assemelha a uma taça.

Sinto orgulho de escrever sobre a árvore da minha terra, que meu bisavô explorou durante o ciclo da madeira em que se cortou o que podia e o que não podia em nome da colonização. (Que pena! Mas história é assim mesmo. Agora como descendente tenho obrigação de valorizá-la e resgatar sempre que posso a sua importância nos meus escritos.)

Depois chegou o tempo da abertura das fronteiras agrícolas, quando os bancos ofereciam financiamentos acessíveis a todos que derrubassem florestas e produzissem grãos. E assim o Estado foi perdendo a sua maior riqueza e as matas-pretas, agora, só existem em pequenos pontos do mapa do Paraná e nas telas dos artistas.

2 comentários:

  1. Que altivez!Que bom que nos restaram algumas para apreciação.

    Adorei saber sobre essa parte da história(pouco triste) do Paraná.

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  2. obrigada querida Mari
    Realmente a história do pinheiro do Paraná é um pouco triste, como, aliás, tudo que se relaciona com natureza exuberante no mundo. O homem acha que nunca acaba.
    bjs

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