segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dicas de Conn Iggulden - escritor inglês na Bienal do Livro


Conn Iggulden é autor da série O Imperador, que relata a vida de Júlio César. Na Bienal do Livro de São Paulo, realizada entre 12 a 22 de agosto, ele participou de um debate no Salão de Idéias. Simpático e acessível, Iggulden falou sobre sua vida e sobre a forma como escreve seus livros. Contou que começou a escrever por acaso, ao elaborar uma publicação sobre hobbyes com seu irmão. "Não imaginei que faria sucesso", comentou.
Com O Imperador, que também superou em vendas, o escritor passou a viver exclusivamente de literatura. Atualmente, está escrevendo sobre Gengis Khan ( imperador mongol), já publicou alguns volumes e ainda está pesquisando mais sobre a saga deste grande líder oriental.O livro exigiu a permanência dele na Mongólia, por um mês, para conhecer os hábitos e costumes deste povo.
Iggulden revela que adora escrever sobre ficção histórica e que mantém todos os setores de pesquisa em alerta sobre a assunto e pessoas conectadas a ele. Por exemplo, a Biblioteca de Londres o avisa imediatamente se encontra algo sobre o assunto que procura.
Normalmente, a editora dá um prazo de 11 meses para escrever sobre o tema. Ele nunca passou do prazo, fato que o deixa aborrecido porque é uma maneira por demais metódica.
Possui uma pessoa especializada em checagem de fatos, para verificar nomes errados, entre outras questões. "Tenho uma bibliotecária que nunca usou internet que faz isto para mim", conta. "É importante um editor para polir e lapidar um livro, pois é necessário alguém com um olhar profissional analisar o teu texto", continua, e cita como exemplo a edição do terceiro volume de O Imperador, o Campo de Espadas, em que a editora, depois de ter lido todo o material, disse para ele os três primeiros capítulos do livro poderiam ser retirados sem prejudicar o conteúdo do livro. Em resumo, era desnecessário. "Eu li de novo e concordei com a editora e retirei os primeiros capítulos"
E diz mais: "Não quero ser igual a artistas que têm ataques, jogam coisas na parede, porque alguém aponta erros no seu trabalho".

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