segunda-feira, 13 de julho de 2009

Debate sobre preços cobrados dos herdeiros de artistas

O "Manifesto em Defesa da Exibição Pública das Obras de Arte Brasileiras", liderado e redigido pelo crítico e curador Luiz Camillo Osorio,crítico Rodrigo Naves, arquitetos Otávio Leonídio e Ana Luiza Nobre, coloca em discussão um assunto muito importante sobre direitos de autor e de imagem das obras. A discussão começou em função de um fato recente, o de o advogado da família do pintor Alfredo Volpi (1896-1988) ter pedido R$ 100 mil para reprodução das obras do artista no catálogo Volpi:As Dimensões da Cor, no Instituto Moreira Salles do Rio.

Veja um trecho do manifesto: "A ideia de que o legítimo direito de remuneração pode preceder o dever da exibição e divulgação pública da obra de arte é inadmissível. O empenho por parte de alguns herdeiros, motivado por demanda comercial desmedida ou impertinente, em obstruir a exibição pública de obra de arte de artista desaparecido não é apenas absurdo, é imoral", diz a última parte do texto. Pela Lei dos Direitos Autorais (n.º 9.610, de 19 de fevereiro de 1998), os herdeiros dos artistas têm o direito de autorizar ou não a exibição pública das obras e também o de cobrar por essa exibição. O problema é que as decisões sobre os valores são arbitrárias".


É... o problema é a falta de bom senso e a atração desmedida pelo vil metal.

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